Hotel Dominguez Plaza está localizado em Nova Friburgo, na região serrana, depois da cidade do Rio de Janeiro (cerca de 2 horas e meia da Capital), uma colônia Suíço-Brasileira fundada em 16 de maio de 1818, por um decreto do Rei D.João VI (a única colônia no país a ser fundada de tal modo).

Foi em 16 de maio de 1818, quando D. João VI, sentindo a necessidade de uma colonização planejada de nosso país, a fim de promover e dilatar a civilização do vasto Reino do Brasil, baixou o decreto que autorizou o agente do Cantão de Fribourg, na Suíça, Sebastião Nicolau Gachet, estabelecer uma colônia de 100 famílias suíças na Fazenda do Morro Queimado, no Distrito de Cantagalo, localidade de clima e características naturais idênticas às de seu país de origem.

Foi nomeado inspetor da projetada colônia Monsenhor Pedro Machado de Miranda Malheiros, quem, de imediato, tratou da aquisição dos terrenos necessários à dita empresa; comprou duas datas de terra com meia légua de testada cada uma, pertencentes a Manoel de Souza Barros e a José Antônio Ferreira Guimarães, e também a sesmaria chamada Morro Queimado, que pertencera a Lourenço Correia Dias, na qual, mercê de seu clima ameno e sua situação topográfica, foi instalada a sede da colônia que tomou o nome de Nova Friburgo.

Em 1819-1820 chegavam a Nova Friburgo 30 famílias de colonos, formando-se o núcleo inicial da povoação. Sabendo o quão promissora era a cooperação desses estrangeiros para com a nova pátria, o Governo Real subscreveu, a 3 de janeiro de 1820, um alvará elevando Nova Friburgo à categoria de Vila, desmembrando para isso suas terras das de Cantagalo. A instalação da Vila deu-se a 17 de abril do mesmo ano.

Após a proclamação da independência (1823), O Governo Imperial enviou o Major George Antônio Scheffer à Alemanha a fim de ali contratar a vinda de imigrantes para as colônias de Leopoldina e Frankenthal estabelecidas na Bahia desde 1816, às margens dos rios Caravelas e Viçosa. Por motivos ignorados esses colonos acabaram sendo enviados a Nova Friburgo aonde chegaram a 3 de maio de 1824; eram 80 famílias - encabeçadas pelo Pastor Frederico Sauerbronn - que foram carinhosamente recebidas por Monsenhor Miranda, então readmitido no cargo de Inspetor, do qual se exonerara.

Esse sistema especial de administração da colônia por intermédio de um Inspetor designado pelo Governo Imperial vigorou até 1831; a partir desse ano a jurisdição passou a ser superintendida pela Câmara da Vila, a exemplo das outras localidades brasileiras. Finalmente, a 8 de janeiro de 1890, Nova Friburgo foi elevada à categoria de Cidade, tendo sua população aumentado com a chegada de imigrantes italianos, portuguêses e sírios.

A partir de 1910, Nova Friburgo que até então devia seu progresso ao desenvolvimento da lavoura e ao seu clima seco ideal para cidade de veraneio, via chegar vários cidadãos de iniciativa, tais como Conselheiros Julius Arp, Maximilian Falck e William Peacock Denis, que foram os pioneiros da era industrial friburguense. A estes se juntaram outros elementos de valor, provocando o surto de progresso verificado até os dias de hoje.

Com a melhoria dos meios de comunicação com as cidades do Rio de Janeiro e Niterói por ótimas rodovias pavimentadas, a indústria de turismo incorporou-se às demais fontes de renda da municipalidade. Paralelamente, desenvolveu-se o comércio local, que acompanhou o ritmo acelerado do progresso, assegurando assim, o equilíbrio econômico da comunidade.